segunda-feira, 16 de abril de 2012

PRÁTICA PROFISSIONAL SUPERVISIONADA


Para acompanharmos a evolução dos computadores, uma sequencia cronológica foi estabelecida, falando de acontecimentos que possibilitaram a visão de um novo patamar tecnológico.
            Assim, começamos em 1950 com a premissa  que já existiam computadores. Logicamente não se pareciam nem um pouco com o que temos hoje, mas já realizavam alguns cálculos complexos em pouquíssimo tempo. Nessas seis décadas após o surgimento dos primeiros,  alguns elementos desapareceram enquanto outros componentes foram criados, dando a cara dos computadores de hoje.
            Na primeira geração encontramos o ENIAC e o UNIVAC, destinados apenas a funções de cálculos, sendo utilizados para resolução de problemas específicos. Como eles não contavam com uma linguagem padronizada de programação, cada máquina possuía seu próprio código e para novas funções, era necessário reprogramar completamente o computador. Portanto, para cada novo problema uma programação nova era exigida.
            Falando especificamente do ENIAC, ele possuía quase 18 mil válvulas elétricas (troca de sinais por meio de pulsos),  media cerca de 30 metros e pesava quase 14 toneladas. Deste modo, com poucas horas de utilização, essas válvulas queimavam e precisavam ser substituídas. Por isso, a cada ano eram trocadas cerca de 19 mil delas em cada máquina, o que encarecia a manutenção e dificultava o aperfeiçoamento do computador.
            Se evidencia a principal necessidade da época: substituir as válvulas elétricas por uma nova tecnologia que permitisse um armazenamento melhor, mais confiável e mais barato e também não gerasse tanto calor, evitando superaquecimentos.
            Nesse momento nasce o transistor (1947), criado pela Bell Laboratories. Esta é o grande passo rumo aos computadores pessoais, devido ao seu tamanho reduzido, menor gasto elétrico e preço menor.
            Com isso, em vez das 30 toneladas do ENIAC, o IBM 7094 (modelo mais conhecido da segunda geração de computadores) pesava apenas 890 Kg. Foram vendidos mais de 10 mil unidades deste modelo, que inicialmente tinha pretensão de ser utilizado para controle e organização em usinas nucleares.
            Chega-se a terceira geração de computadores, onde surgiram também os teclados para digitação de comandos. Monitores também permitiam a visualização de sistemas operacionais muito primitivos, ainda completamente distantes dos sistemas gráficos que conhecemos e utilizamos hoje.
            O modelo mais vendido em meados da década de 70 (IBM 360) superou 30 mil unidades, mesmo pesando mais do que seu antecessor. Outro grande avanço da terceira geração foi a possibilidade que as empresas tiveram de comprar uma máquina e poder alterá-la, aumentando sua capacidade de acordo com suas necessidades.
            Por fim encontramos os computadores que grande parte dos usuários utiliza até hoje. Os computadores da quarta geração foram os primeiros a serem chamados de microcomputadores ou micros. Esse nome se deve ao fato de eles pesarem menos de 20 kg, o que torna o armazenamento muito fácil.
            Isso só aconteceu por conta dos microprocessadores. O surgimento dos pequenos chips de controle e processamento tornou a informática muito mais acessível, além de oferecer uma enorme gama de novas possibilidades para os usuários.
            Em 1971 já eram criados processadores com esse novo formato, mas apenas na metade da década começaram a surgir comercialmente os primeiros computadores pessoais. Vemos como exemplo disso o Altair 880, que podia ser comprado como um kit de montar, vendido por revistas especializadas nos Estados Unidos. Foi com base nessa máquina que Bill Gates e Paul Allen criaram o Basic e inauguraram a Microsoft.
            Nesta época, outro importante acontecimento marcou a história da informática. Steve Jobs e Steve Wozniac criaram a Apple, visando projetos de computação pessoal facilitados para usuários leigos. Assim surgiu o Apple I, projeto que foi primeiramente apresentado para a HP. Ele foi sucedido pelo Apple II, após uma injeção de 250 mil dólares pela Intel.
            Nesta segunda versão dos computadores era possível utilizar processadores de texto, planilhas eletrônicas e bancos de dados. Portanto, a Apple foi responsável pela inauguração dos mouses na computação pessoal, juntamente com os sistemas operacionais gráficos, como o Macintosh. Pouco depois a Microsoft lançou a primeira versão do Windows, bastante parecida com o sistema da rival. (veja mais)