Para
acompanharmos a evolução dos computadores, uma sequencia cronológica foi
estabelecida, falando de acontecimentos que possibilitaram a visão de um novo
patamar tecnológico.
Assim, começamos em 1950 com a
premissa que já existiam computadores.
Logicamente não se pareciam nem um pouco com o que temos hoje, mas já
realizavam alguns cálculos complexos em pouquíssimo tempo. Nessas seis décadas
após o surgimento dos primeiros, alguns
elementos desapareceram enquanto outros componentes foram criados, dando a cara
dos computadores de hoje.
Na primeira geração encontramos o
ENIAC e o UNIVAC, destinados apenas a funções de cálculos, sendo utilizados
para resolução de problemas específicos. Como eles não contavam com uma
linguagem padronizada de programação, cada máquina possuía seu próprio código e
para novas funções, era necessário reprogramar completamente o computador.
Portanto, para cada novo problema uma programação nova era exigida.
Falando especificamente do ENIAC,
ele possuía quase 18 mil válvulas elétricas (troca de sinais por meio de
pulsos), media cerca de 30 metros e
pesava quase 14 toneladas. Deste modo, com poucas horas de utilização, essas
válvulas queimavam e precisavam ser substituídas. Por isso, a cada ano eram
trocadas cerca de 19 mil delas em cada máquina, o que encarecia a manutenção e
dificultava o aperfeiçoamento do computador.
Se evidencia a principal necessidade
da época: substituir as válvulas elétricas por uma nova tecnologia que
permitisse um armazenamento melhor, mais confiável e mais barato e também não
gerasse tanto calor, evitando superaquecimentos.
Nesse momento nasce o transistor
(1947), criado pela Bell Laboratories. Esta é o grande passo rumo aos
computadores pessoais, devido ao seu tamanho reduzido, menor gasto elétrico e
preço menor.
Com isso, em vez das 30 toneladas do
ENIAC, o IBM 7094 (modelo mais conhecido da segunda geração de computadores)
pesava apenas 890 Kg. Foram vendidos mais de 10 mil unidades deste modelo, que
inicialmente tinha pretensão de ser utilizado para controle e organização em
usinas nucleares.
Chega-se a terceira geração de
computadores, onde surgiram também os teclados para digitação de comandos.
Monitores também permitiam a visualização de sistemas operacionais muito
primitivos, ainda completamente distantes dos sistemas gráficos que conhecemos
e utilizamos hoje.
O modelo mais vendido em meados da
década de 70 (IBM 360) superou 30 mil unidades, mesmo pesando mais do que seu
antecessor. Outro grande avanço da terceira geração foi a possibilidade que as
empresas tiveram de comprar uma máquina e poder alterá-la, aumentando sua
capacidade de acordo com suas necessidades.
Por fim encontramos os computadores
que grande parte dos usuários utiliza até hoje. Os computadores da quarta
geração foram os primeiros a serem chamados de microcomputadores ou micros.
Esse nome se deve ao fato de eles pesarem menos de 20 kg, o que torna o
armazenamento muito fácil.
Isso só aconteceu por conta dos
microprocessadores. O surgimento dos pequenos chips de controle e processamento
tornou a informática muito mais acessível, além de oferecer uma enorme gama de
novas possibilidades para os usuários.
Em 1971 já eram criados
processadores com esse novo formato, mas apenas na metade da década começaram a
surgir comercialmente os primeiros computadores pessoais. Vemos como exemplo
disso o Altair 880, que podia ser comprado como um kit de montar, vendido por
revistas especializadas nos Estados Unidos. Foi com base nessa máquina que Bill
Gates e Paul Allen criaram o Basic e inauguraram a Microsoft.
Nesta época, outro importante
acontecimento marcou a história da informática. Steve Jobs e Steve Wozniac
criaram a Apple, visando projetos de computação pessoal facilitados para
usuários leigos. Assim surgiu o Apple I, projeto que foi primeiramente
apresentado para a HP. Ele foi sucedido pelo Apple II, após uma injeção de 250
mil dólares pela Intel.
Nesta segunda versão dos
computadores era possível utilizar processadores de texto, planilhas
eletrônicas e bancos de dados. Portanto, a Apple foi responsável pela
inauguração dos mouses na computação pessoal, juntamente com os sistemas
operacionais gráficos, como o Macintosh. Pouco depois a Microsoft lançou a
primeira versão do Windows, bastante parecida com o sistema da rival. (veja mais)