sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Teorias da Comunicação - Fim do Módulo


Na última do módulo Teorias da Comunicação foram vistas duas unidades: Comunicação, Mídia e Sociedade; e Comunicação Mídia e Educação. Como discussão inicial, nos concentramos nas funções da mídia, a saber: vigiar, integrar, transmitir herança cultural, entreter/divertir, atribuir status social e normatizar. É evidente que cada aspecto apresentado é trabalhado tendo como pano de fundo diversos objetivos, geralmente escusos ao conhecimento da sociedade. Assim, encontramos variações de conteúdo, orçamento, intensidade, foco e prática, mas uma semelhança quanto as atuações dos canais de comunicação.
Como destaque tem-se a reflexão proposta:
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Tal análise foi feita em grupo, que concordou em pensar que a mídia é sim imprescindível à sociedade. Basta lembrar-se da Roma Antiga, que nos deu o advento de “pão e circo” para todos, onde o circo daquela época é uma apologia a mídia de hoje. Outro fator que evidencia essa importância são os extraordinários investimentos na indústria do cinema e televisão, especialmente, como também teatro, música, entre tantas outras artes e canais. Em relação da escola, esta mesmo tendo seu papel social transformado, do mesmo modo é imprescindível, pois forma os cidadãos que se informam com a mídia. Esta interrelação é a base do desenvolvimento dos indivíduos enquanto grupo.
Da mesma forma, outros questionamentos foram apresentados à turma, como se vê:

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No que se refere ao comportamento das pessoas em detrimento da mídia, é sabido que muitas delas não permitem/exigem interação com o usuário, assim a alienação do sujeito com aquilo que é exposto é grande. Quem nunca ligou a TV ou o rádio enquanto fazia outra tarefa? Já ao falarmos do conteúdo apresentado, é notória a absorção das informações por parte da maioria dos telespectadores como sendo verdadeiras, sem questionamentos, sem percepção aos enfoques dados. Assim, a próxima reflexão se apresenta como verídica, pois as pessoas só têm atitudes proativas em relação ao que vem ou ouvem quando o assunto é se predispor a aceitar um preço, marca ou produto. Uma posição ativa demanda conhecimento e argumentação e ambos sabemos não ser o objetivo dos nossos “informantes”.
Deste modo, chegamos aos estudos da última unidade do módulo (Comunicação, Mídia e Educação). Pensando no que foi proposto em sala, contínuo me questionando sobre o papel dos canais na comunicação? A escolha deste ou daquele veículo interfere no entendimento da mensagem, mas o canal por si só é apenas um meio. Ainda assim carece de um mentor intelectual, que confeccione o discurso ou informação veiculada. Mas a escolha errada pode comprometer o que se quer transmitir. Enfim, afirmar que conhecimento é diferente de informação sem dúvida é complicado, mas penso que informação seja mais teoria, enquanto conhecimento seja mais prática (amplo).
Isso se reflete no comportamento dos sujeitos, pois cada um expressa, em sua essência e na maior parte do tempo, aquilo que percebe do mundo. Então, se o canal de entrada para as informações do mundo for restrito, complicado, simplificado, suas visões também o serão. Quanto mais interações são feitas, mais aporte teórico para respostas a pessoa tem.

Por fim, três atividades para produção a distância foram deixadas. Clique em mais informações (rodapé) e veja o que foi desenvolvido.

clique na imagem para ampliar) 

Por hora é isso. Até o próximo Módulo, intitulado Biblioteca Escolar.

Pratique pg. 74 – Ao acompanhar a programação de uma emissora de TV, situada na terceira posição do Ibope, percebi que as funções da mídia são explicitas e mal representadas, pois se funde muito com questões de gênero. Pensando no cotidiano brasileiro, vigiar, integrar, atribuir status e entreter são as funções mais desempenhadas, ambas em vários horários, enquanto que normatizar e transmitir herança cultural além de subjugadas é menos vista. A grade de programação possui clara divisão etária e de gênero, além de horários de interesse, baseado no horário de funcionamento de outras instituições, como escola, empresa, assim como transito, restaurante, etc. Ao final do dia, inúmeras informações se repetem e/ou são redundantes. Essa afirmativa aumenta se tal análise se estender por mais dias.
Pratique pg. 78 - ao acompanhar um programa como sugerido na atividade, eu assisti durante 5 dias a um programa jornalístico matinal. Além de uma padronização no vestuário (algumas empresas adotam uniformes e coíbem o uso de determinadas vestimentas), o programa possui linguagem rebuscada, quase não apresenta as fontes, a metodologia de investigação do assunto apresentado, repete informações da noite anterior, possui clara visão política e deixa que esta interfira na forma como a mensagem é repassada. Como destaque negativo saliento a irrelevância de alguns temas apresentados em detrimento de outros importantes que não são, sequer, mencionados. Isso limita a visão de inúmeros telespectadores e corrobora para a manutenção de uma sociedade aquém das suas reais necessidades, desqualificando-a para a luta e criação de uma qualidade de vida razoável.
Pratique pg. 103 – A pergunta problema do início do módulo “que diferença faz para a escola ter ou não ter, usar ou não usar a mídia nos processos pedagógicos?” pode ser respondida ao analisarmos as escolas de 50 anos atrás, por exemplo, com as de hoje, época em que as mídias aumentaram exponencialmente em quantidade, capacidade e diversidade. Verifica-se agora, além de maior preocupação com a educação e o papel da escola, com a qualidade do saber. Desta forma, quanto mais recursos forem inseridos para essa tentativa de (re)criar idéias e visões, transmitir interpretações e conhecimentos, mais possibilidades de êxito teremos. Muito importante é não se afastarmos dos objetivos da escola, pois com mais possibilidades seria fácil recair na tentação de somente entreter e não formar, promovendo a interação tão almejada pela mídia. Educar com atratividade ainda representa um desafio enquanto limites ainda forem impostos à criatividade.
 

 


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